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Você sabia que, segundo pesquisas,
o Brasil não vai voltar a ter uma
população tão grande de adolescentes? São 21 milhões de meninos e meninas
entre 12 e 17 anos, ou seja, 11% da população brasileira. Achou muito?
Mas é mesmo. Esses números mostram que precisamos dar voz ativa a esse
grupo na sociedade.
Você sabe como vivem e o que pensam os adolescentes do
nosso município? Então, tenha interesse em descobrir. Não podemos ver os
adolescentes como um problema a ser resolvido, uma fase rebelde, ou com
outras visões preconceituosas. É dever do município e de toda a população
dar as ferramentas necessárias para que os meninos e meninas desenvolvam
todo o seu potencial e possam se expressar. O desenvolvimento do país depende
de cada criança e adolescente e de cada um de nós.
Assim como os adultos, os
idosos e as crianças, os adolescentes
têm seus direitos. Mas, nesse período da vida, alguns desses direitos são
mais violados do que em outras faixas de idade. É o que aponta o relatório
do UNICEF, lançado em novembro de 2011, sobre a situação da adolescência
brasileira. Entre os próprios adolescentes, alguns sofrem essas violações
de forma mais grave. Por exemplo, um adolescente negro tem quase quatro
vezes mais chance de ser assassinado do que um adolescente branco. Um adolescente
indígena tem três vezes mais possibilidade de ser analfabeto do que os
adolescentes em geral.
Uma forma de tentar resolver a questão é o
Estado dar mais atenção a esses jovens, com políticas públicas que garantam
os direitos de cada criança e adolescente. Se você é adolescente, ou simplesmente
quer saber mais sobre o que o município faz pelos jovens da região, procure
a Prefeitura ou o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente. É
uma maneira de participar.
Boa notícia! Depois
de fazer uma análise das políticas públicas brasileiras, o UNICEF percebeu
um avanço, principalmente nas ações voltadas para os primeiros anos de
vida. A taxa de mortalidade infantil, antes dos cinco anos, foi reduzida.
E no grupo entre 6 e 14 anos, menos de 3% estão fora da escola. Isso mostra
que, com esforço, o país pode melhorar. Mas ainda há muito o que fazer.
Agora precisamos ganhar uma base mais forte também nas
políticas voltadas para a adolescência. Não basta garantir o direito à
vida nos primeiros anos e depois deixar o jovem se virar no mundo. Em 2009,
a taxa de assassinatos de pessoas entre 15 e 19 anos era duas vezes maior
do que a média para a população como um todo. Esse número é preocupante
e se mantém praticamente o mesmo desde 2004, não diminui.
No caso da educação, os indicadores apontam importantes
melhorias no período entre 2004 e 2009, principalmente entre 6 e 14 anos,
mas o Brasil ainda enfrenta desafios: 15 de cada 100 adolescentes entre
15 e 17 anos de idade estão fora da escola. O adolescente precisa ter seus
direitos assegurados. E a educação é um dos mais importantes, porque ajuda
a conquistar vários outros.
Atenção, pai e mãe: o apoio, a atenção e a proteção da
família também são cruciais nessa fase da vida.
Todas as crianças e adolescentes
merecem atenção, mas o UNICEF aponta
a necessidade de dar atenção especial a quatro grupos específicos: meninas
ou meninos que tenham sofrido exploração sexual; jovens mães; adolescentes
que são chefes de família e precisam sustentar a casa; e meninos e meninas
que vivem nas ruas.
Não podemos esquecer. É apenas
com a participação dos próprios adolescentes,
de forma cidadã, que as respostas para os problemas que afetam a vida deles
vão fazer parte da realidade. Seja na Amazônia, em comunidades populares
do Semiárido, em grandes cidades urbanas, é preciso que os adolescentes
discutam com os adultos temas que atinjam seu dia-a-dia.
A situação pede urgência. Você que é adolescente e tem
vontade de mudar esse quadro, procure a Prefeitura e o Conselho Municipal
dos Direitos da Criança e do Adolescente. O Conselho tem como objetivo
elaborar as políticas que vão promover, garantir e defender os direitos
das crianças e dos adolescentes. E você pode participar.
Cada adolescente representa uma oportunidade de desenvolvimento
para a sua família e o município. Está na hora de serem levados a sério.
Vamos garantir o direito de cada menino e menina ser adolescente.
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| Sugestão de Pauta
Radialista, a adolescência brasileira representa hoje 11%
da população nacional. Isso significa que temos 21 milhões de adolescentes.
Não poderia existir uma ocasião melhor para o município pensar em como
estão os investimentos e as políticas públicas voltadas para eles. O UNICEF
lançou o relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011 - O direito
de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar
desigualdades. O relatório serve para apontar onde vivem, como vivem,
em que áreas foram feitas melhorias e em que áreas o Estado precisa trabalhar
para garantir uma vida melhor para a adolescência. E você, radialista,
pode ajudar nessa mobilização. Que tal dedicar esta quinzena para tratar
de assuntos relevantes para a adolescência do município? Para um município
crescer, ele precisa investir nas crianças e adolescentes e ter políticas
duradouras que garantam o bem-estar desses meninos e meninas.
Que tal convidar alguém da Prefeitura,
da Câmara de Vereadores, para falar aos ouvintes
sobre as ações que estão em andamento para a melhoria de vida da infância,
e, principalmente, da adolescência? Como essas ações são escolhidas? Quais
são as prioridades? Elas atendem adolescentes moradores de rua ou que estão
em situação de afastamento social (apreendidos)? Quem define o que é prioridade?
Como os habitantes podem participar dessas ações?
Você pode entrevistar um representante
do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente,
ou alguém que fale sobre o direito à educação, e perguntar como o ouvinte
pode cobrar educação de qualidade. Que providência ele deve tomar se encontrar
um adolescente fora da escola? O município tem capacidade para atender
a todos os adolescentes que precisam de escola? Existe uma fiscalização
em relação a isso?
E que tal convidar adolescentes engajados
nas causas do município para falar sobre a realidade
vivida por eles? Eles podem falar de seus anseios, sugerir soluções para
os problemas e apontar quais são os setores que precisam de melhoras urgentes.
Algumas perguntas que você também pode fazer: a educação do município tem
boa qualidade? A escola está presente na vida do aluno, contribui para
o seu crescimento pessoal? Os adolescentes têm espaço em casa para conversar
sobre os problemas vividos? Ele se sente bem atendido nos serviços de saúde?
Tem oportunidades de lazer, esporte e cultura?
A conversa pode ser individual ou se transformar num debate,
com a presença de representantes do Conselho de Direitos, da Câmara de
Vereadores, da prefeitura.
Você pode obter mais informações no
relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011 - O direito de ser adolescente:
Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades, do
UNICEF. Ele está disponível no site do UNICEF www.unicef.org.br
, em Biblioteca. Você pode acessá-lo diretamente no link: http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_22246.htm.
Entre no site da Escola Brasil www.escolabrasil.org.br
e participe da nossa comunidade de radialistas. Lá você encontra entrevistas,
spots e outras informações para complementar a sua programação.
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| Portal MGR, 17 de Janeiro de 2012 Por: Gilberto Silva - Informações: Unicefe. |






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