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sábado, 24 de outubro de 2015

Comandante Geral confirma realização de concurso da PM/RN em 2016

Durante solenidade de graduação de policiais militares, realizada na manhã de quinta-feira (22) no Auditório da Estação das Artes, em Mossoró, o comandante Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas, confirmou a realização de concurso público para o próximo ano, visando suprir o déficit de policiais no Estado.
Ele aponta que a corporação tem um déficit de pelo menos 4,5 mil homens para cumprir o planejamento adequado para a segurança pública no RN. Para minimizar a deficiência, a PM anunciou um concurso público com previsão de lançamento de edital para o primeiro semestre de 2016.
“Tivemos reunião semana passada com o Tribunal de Contas, e as tratativas estão avançando no sentido de se fazer concurso público para ingresso na corporação nas duas portas de acesso, como soldado e oficial. Em breve, provavelmente, estarão sendo publicados os editais para que a gente comece o trabalho de recompletamento de pessoal”, disse o comandante.
Confira o vídeo da entrevista concedida ao portal Mossoró Hoje:

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
Em função da Lei de responsabilidade fiscal que impede o gasto de mais 50% dos recursos do estado com pessoal, as vagas estariam destinadas apenas para a reposição de policiais aposentados ou afastados por motivo de morte ou doença, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública do RN (Sesed), no final de setembro.
Atualmente, o Rio Grande do Norte possui um déficit de mais de quatro mil policiais militares. De acordo com dados da própria Polícia Militar, o efetivo total da corporação é de 8.700 homens, uma média de um policial para cada 378 habitantes, segundo estudo do IBGE.
A proporção é a melhor do Nordeste e a sétima do Brasil, mas está abaixo da estimativa considerada adequada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), para quem a segurança do cidadão deve vir na proporção de um policial para cada 250 habitantes. O número ideal previsto em lei para que o estado alcance esse número considerado ideal é de 12 mil policiais.
COMO INGRESSAR?
Como Soldado PM
O Concurso Público para ingresso na Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, na graduação inicial de Soldado PM (masculino) ou Sd Fem (feminino), constará de Provas, sendo que o processo seletivo será composto das seguintes etapas:
Prova de Escolaridade;
Exame de Avaliação de Condicionamento Físico;
Exames de Saúde;
Curso de Formação de Soldado, na condição de Aluno Soldado.

Requisitos
Ter sido aprovado em todas as etapas do concurso, inerentes ao cargo que deseja ocupar;
Ser brasileiro (a) nato ou naturalizado (a), na conformidade da Lei;
Ter, no mínimo, 19 (dezenove) e, no máximo, 30 (trinta) anos de idade, completos até 31 de dezembro do ano da inscrição, para ingressar no cargo de policial-militar;
Ter estatura mínima, descalço e descoberto, de 1,65 m (um metro e sessenta e cinco centímetros) para sexo masculino e 1,60 m (um metro e sessenta) para sexo feminino;
Possuir ilibada conduta pública e privada, comprovada documentalmente por certidão de antecedentes criminais (ITEP), certidões negativas emitidas pela Justiça Federal, Eleitoral, Militar e do Distribuidor Criminal, demonstrando não estar, o candidato, indiciado, denunciado ou em cumprimento de pena criminal, inclusive até o término do CFSd;
Não ter sofrido condenação criminal, com pena privativa de liberdade ou qualquer condenação incompatível com a função policial militar;
Estar em dia com as obrigações eleitorais e no pleno exercício dos direitos políticos, mediante apresentação de Certidão expedida pela Justiça Eleitoral;
Estar quite com as obrigações militares, se for do sexo masculino, devendo ser portador do Certificado de Reservista ou de Dispensa de Incorporação;
Não ter sido isentado do serviço militar por incapacidade física definitiva;
Haver concluído o Ensino Médio ou equivalente, devidamente comprovado, por meio de diploma, certificado ou declaração reconhecidos legalmente, por Secretaria da Educação de qualquer das Unidades Federativas Brasileiras ou pelo Ministério da Educação;
Não possuir antecedentes criminais.

Sendo aprovado dentro do número de vagas previstas em edital, o candidato será convocado para frequentar o Curso de Formação.
Como Oficial Combatente
O processo seletivo, tanto para homens quanto para mulheres é composto das seguintes provas:
Prova escrita – Exame Intelectual;
Exames de Saúde;
Exame de Avaliação de Condicionamento Físico;
Curso de Formação de Oficiais, na condição de Aluno Oficial.

Requisitos
Ser brasileiro (a) nato ou naturalizado (a), na conformidade da Lei;
Ter idade, no mínimo, 19 (dezenove) e, no máximo, 30 (trinta) anos de idade, completos até 31 de dezembro do ano da inscrição;
Possuir ilibada conduta pública e privada, comprovada documentalmente por certidão de antecedentes criminais (ITEP), certidões negativas emitidas pela Justiça Federal, Eleitoral, Militar e do Distribuidor Criminal, demonstrando não estar, o candidato, indiciado, denunciado ou em cumprimento de pena criminal, inclusive até o término do CFO;
Estar quite com as obrigações militares, devendo ser portador do Certificado de Reservista ou de Dispensa de Incorporação;
Estar quite com as obrigações eleitorais;
Não ter sido isentado do serviço militar por incapacidade física definitiva;
Haver concluído o Ensino Médio ou equivalente, devidamente comprovado, por meio de diploma, certificado ou declaração reconhecidos legalmente, por Secretaria da Educação de qualquer das Unidades Federativas Brasileiras ou pelo Ministério da Educação, por ocasião da matrícula;
Ter altura mínima, descalço (a) e descoberto (a), de: 1,65 m (homem) e 1,60 m (mulheres).


Portal MGR, 24 Outubro de 2015
Por: Gilberto Silva -Informações : Portaln10

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pinacoteca Potiguar é primeiro museu público brasileiro com paredes grafitadas.

A arte de rua invadiu a Pinacoteca Potiguar. Pela primeira vez no Brasil, um museu público recebe grafite em suas paredes. A intervenção foi realizada durante o IN arte urbana, evento que propôs atividades socioculturais no mês de agosto, levando a arte das ruas para a galeria mais nobre da capital potiguar. Pok, Hugh,Bones, Augsto, Felix, Carcará, FB, Nec e Hades são os responsáveis pelos desenhos.

O trabalho permanece exposto, junto com bazar, até o dia 10 de outubro, quando as duas salas que receberam os sprays coloridos voltam a sua cor original. A ideia do projeto é mostrar como a arte urbana pode se tornar um instrumento facilitador de aproximação entre instituições culturais e a população. Por essa razão, crianças na comunidade do Passo da Pátria receberam oficina, que teve como resultado uma batalha de grafite entre os participantes, apresentada também na Pinacoteca do Estado. O IN arte urbana integrou o Circuito Popular: Arte e Cultura, com apoio da associação francesa Pixo. Incluiu também curso de formação para agentes culturais e amadores, intitulado Projetos Culturais no Espaço Público, com a artista Agathae Montecinos.


Portal MGR, 15 de Setembro de 2015
Por: Gilberto Silva - Informações: Cultura.rn

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sem valorização, vários policiais da Lei Seca pedem ao tenente Styvenson para sair

Equipe do tenente Styvenson Valentim agora ficou reduzida a apenas 10 homens em Natal


Sem valorização, vários policiais da Lei Seca pedem ao tenente Styvenson para sair
Durante o mês de janeiro, muitos boatos davam conta de que o tenente PM Styvenson Valentim, responsável pelas blitzen da Lei Seca no Rio Grande do Norte, seria afastado do cargo. Porém, ele “ressurgiu” na madrugada deste sábado (31), com abordagens no bairro de Capim Macio. Em entrevista a’O Jornal de Hoje, Styvenson lamentou que a falta de valorização está fazendo o trabalho ficar cada dia mais difícil.
Antes, com 14 militares, sendo dois tenentes, um cabo e 11 soldados, agora a equipe ficou reduzida a apenas 10 homens. “Quatro membros da minha equipe vieram me pedir para sair. Querem voltar ao serviço normal. Já estávamos em uma situação complicada com uma equipe reduzida; agora, vai ficar mais difícil ainda”.
Os motivos para a saída dos policiais são os mais variados, mas todos estão relacionados ao desgaste pelas constantes blitzens realizadas na capital potiguar e também, em raras oportunidades, em outras cidades.
“Quem trabalha na Operação Lei Seca não ganha nada além do salário normal. Não ganha diária, não ganha extra nenhum. O reconhecimento é zero. Claro que existe a satisfação por estarmos fazendo um grande trabalho, mas  nos indispomos com vários profissionais, de vários setores. Já pensou a indisposição que é parar membros da Polícia Civil, Exército, Marinha, além de pessoas dos mais diversos escalões da administração pública? É complicado. Chega uma hora que cansa mesmo”, disse o tenente, que afirmou que até mesmo a estrutura familiar dos policiais foram afetadas por causa das blitzen. “Um dos policiais que veio me pedir para sair relatou que, durante uma blitz, ele chegou a parar um primo. Outros pararam pessoas da família e amigos. Depois eles ficam escutando, fica um clima chato. Falei que eles estavam fazendo o trabalho deles. Falei que, mesmo sem reconhecimento e dificuldades, o nosso trabalho tem sido muito bom. Mas não teve jeito”.
Segundo Styvenson, quem ficou “feliz” com a desistência dos quatro policiais foi a própria Polícia Militar. “Minha equipe perde muito com a saída deles. Eu passo um ano treinando esses caras para eles trabalharem na Lei Seca. Eles se transformam em policiais melhores, tanto na parte operacional quanto na questão pessoal e não são corruptos. Treinei para que eles pensassem na satisfação de realizar um bom trabalho antes de pensar no dinheiro. Mas sei que a falta de valorização é complicada. É aquela coisa, se fosse fácil tinha um monte de gente querendo trabalhar no meu lugar”.
Nessa sexta-feira o tenente Styvenson voltou ao batente e comandou mais uma blitz da Lei Seca depois de passar 11 dias de férias. “Minha esposa está danada por causa disso. Não consigo tirar um mês de férias”. Na abordagem, realizada na avenida Walter Duarte, em Capim Macio, foram realizados 214 testes de bafômetro. Além dos cinco presos, 43 carteiras de habilitação foram apreendidas. Apesar dos números, o que chamou atenção foram as atitudes de alguns motoristas. “Muitos tentaram fugir da blitz. Tentaram subir nos canteiros para escapar. Fazia tempo que isso não acontecia”.
Para o tenente, essa situação foi motiva pelos boatos de que ele teria saída da Lei Seca e que por isso as blitzen teriam diminuído. “Antes de sair de férias eu fiz uma blitz em Pirangi, na saída de um show. Tivemos um número muito baixo de pessoas que estavam dirigindo depois de ingerirem álcool. Muitos estavam utilizando o “Motorista da Rodada”. Isso significa que o trabalho estava dando resultado. Mesmo que fosse o medo que estivesse mudando essa situação, nós estávamos tendo uma resposta positiva. Mas na blitz de hoje, muitos motoristas me olhavam assustando, falando que pensavam que a blitz tinha acabado, pois eu tinha saída da Lei Seca. Ou seja, o trabalho não pode parar”.
Em contato recente com o JH, a secretária de segurança do RN, Kalina Leite, desmentiu os boatos de que Styvenson seria retirado da Lei Seca. “Isso aí não existe. Essas informações que estão circulando nas redes sociais são de pessoas que querem atrapalhar o trabalho que está sendo bem feito. O tenente Styvenson vem fazendo um grande trabalho na Lei Seca e essa mudança sequer foi discutida”.
Kalina também adiantou que nos próximos meses os trabalhos da Lei Seca serão qualificados. “O nosso Governo não irá tirar nada do que vem dando certo, muito pelo contrário. Iremos qualificar ainda mais para termos melhores resultados. As blitzen da Lei Seca estão nesse meio. É um trabalho que vem dando certo e que irá ser qualificado. Vamos dar as melhores condições possíveis para conseguir trazer ainda mais resultados positivos”.
Ao saber das declarações da secretária, Styvenson disse que ainda não se reuniu com ela. “Eu voltei e já comecei a trabalhar. Já disse várias vezes que com mais investimentos os resultados serão ainda melhores. Mas enquanto isso não acontece, vamos continuar trabalhando normalmente com o que temos”.

Portal MGR, 24 de Janeiro de 2015
Por: Gilberto Silva - Informações: O Jornal de Hoje

domingo, 16 de novembro de 2014

Números de celulares do RN ganham nono dígito em maio de 2015

Celular nono dígito em Maio de 2015
Os números dos telefones celulares com código de área do Rio Grande do Norte ganharão o nono dígito em maio de 2015. O aviso foi publicado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Diário Oficial da União, onde foi divulgado o cronograma de adoção do nono dígito em nove estados.

Além do RN, os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe também terão a adoção do nono dígito. A Anatel informou que a mudança nos códigos de acesso do serviço móvel pessoal obedece ao disposto na Resolução 553/2010. No Rio Grande do Norte, o nono dígito será incorporado no dia 31 de maio.

A Anatel acrescenta que o dígito nove será acrescentado à esquerda dos atuais números, que passarão a ter o seguinte formato: 9xxxx-xxxx. Após as datas acima mencionadas, as ligações marcadas com oito dígitos ainda serão completadas por um tempo determinado, para adaptação das redes e dos usuários.

De acordo com a agência, gradualmente haverá interceptações e os usuários receberão mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem. Após esse período de transição, as chamadas marcadas com oito dígitos não serão mais completadas.

Os planos de numeração dos serviços de telefonia fixa e móvel especializado não sofrerão alterações, permanecendo com códigos de acesso com oito dígitos.


Portal MGR, 16 de Novembro de 2014
Por: Gilberto Silva - Informações da Redação do Blog do Sargento Andrade

sábado, 7 de dezembro de 2013

Arena das Dunas recebe jogos de seleções de todos os continentes na Copa do Mundo

A Arena das Dunas receberá em junho de 2014 oito jogos válidos pela Copa do Mundo FIFA Brasil, com a participação de seleções de todos os continentes. O sorteio dos grupos foi realizado no complexo montado na Costa do Sauípe, em Salvador, na tarde desta sexta-feira (6). 
A estreia da Arena potiguar no Mundial será no dia 13 de junho com a partida entre México e Camarões. Em seguida, Estados Unidos e Gana (16/06), Japão e Grécia (19/06), e Uruguai e Itália, no dia 24 de junho, se enfrentam na fase de grupos. 
Veja as fotos atualizadas da Arena onde as seleções irão jogar em Natal. 














Portal MGR,  07 de Dezembro de 2013
Por: Gilberto Silva. Informações e Fotos:  Vivian Galvão - 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – ASSECOM

domingo, 23 de setembro de 2012

No RN, SUS depende da terceirização para funcionar

As cooperativas médicas foram criadas, inicialmente, para atuar junto aos planos de saúde. Mas hoje, aproximadamente uma década após suas implantações, atuam fortemente na área de saúde pública no Rio Grande do Norte. As duas principais instituições do Estado - Coopmed e Coopanest - aumentaram, aproximadamente, dez vezes a quantidade de associados e, hoje,  trabalham em todas as unidades públicas - municipais e estaduais - de Natal. A falta de investimento na contratação de pessoal para a área de saúde pública e o colapso das unidades municipais e estaduais nos últimos anos, ressaltaram o nível de "dependência" do Sistema Único de Saúde ao serviço prestado por profissionais que se organizaram e escolhem quanto custa e a quem oferecer seus serviços. 

Em natal, 50% das escalas são de médicos cooperados

Isaac Lira - Repórter

A presença de entidades privadas no Sistema Único de Saúde tem aumentado. Contrata-se junto a empresas e associações sem fins lucrativos exames, equipamentos, enfermeiros, médicos, hospitais inteiros e até mesmo a gestão das unidades públicas. No Rio Grande do Norte, nenhum outro caso ilustra tão bem a mudança de perfil dos serviços de saúde quanto o crescimento das cooperativas médicas. Se no início de suas atividades, as cooperativas atuavam junto a planos de saúdes e, dentro do serviço público, na realização de cirurgias eletivas e complementação de escalas médicas, hoje a terceirização da mão de obra inclui postos de saúde e o Programa de Saúde da Família.

Em números, é possível acompanhar esse crescimento a partir do aumento de cooperados. Segundo dados repassados a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a Cooperativa dos Médicos tinha 86 membros em 2003, quando foi fundada. Nove anos depois a entidade conta com mais de mil cooperados. Em outras palavras, a Coopmed aumentou o número de associados em 12 vezes. Situação semelhante viveu a Cooperativa dos Anestesiologistas. Se em 1994, quando foi fundada, a Coopanest tinha 20 membros - o mínimo para se formalizar uma cooperativa - hoje são 180 anestesistas cooperados. O crescimento foi de nove vezes.

O motivo para toda essa pujança, segundo o presidente da Cooperativa dos Médicos do RN, Fernando Pinto, foi a abertura de novos serviços e, principalmente, a ausência de concursos públicos com valores considerados atrativos pela categoria. O que o serviço público paga para seus servidores está abaixo do que o médico recebe no mercado pelo seu trabalho. Quando há concurso, poucos são os interessados em concorrer. Ao mesmo tempo, as negociações das cooperativas conseguem que o Estado e o Município complementem, do próprio bolso, os valores da tabela de procedimentos do SUS. É um negócio vantajoso.

"Tivemos, principalmente nos últimos dois anos, um aumento na demanda de serviços por parte do poder público, principalmente da Prefeitura de Natal. Hoje, a Coopmed complementa escalas, faz cirurgias eletivas e atua também no Programa de Saúde da Família", explica o médico Fernando Pinto, presidente da Coopmed/RN. No caso da Cooperativa dos Anestesiologistas,  os contratos são relativos a cirurgias eletivas (aquelas que são marcadas) e complementação de escalas. São poucos os serviços que funcionam com anestesistas funcionários públicos e todos os profissionais da área hoje em Natal são cooperados.

No caso da Coopmed, o contrato com a Prefeitura de Natal inclui a escala médica de 15 unidades de saúde. No Hospital dos Pescadores e na Maternidade de Felipe Camarão, todos os profissionais são do contrato com a cooperativa. Nas demais, a porcentagem de cooperados varia entre 50% e 80% do total de médicos. São realizados pela Cooperativa cerca de três mil procedimentos a cada mês.

A atual tabela do SUS, que disciplina o quanto se paga por cada procedimento médico, tem valores considerados irrisórios, tendo em vista o quanto pagam convênios e o serviço contratado por particulares. Uma consulta, por exemplo, é orçada em pouco mais de R$ 10. Com a taxa de manutenção do hospital e com os tributos, o que fica para o médico é cerca de R$ 5. Uma consulta pelo convênio pode custar até R$ 50, a depender da especialidade. Uma briga realmente injusta.

Vantagens e desvantagens

Com valores baixos na tabela SUS, a capacidade de convencer profissionais a aderir ao serviço público é pequena, mesmo com a lista de vantagens oferecidas pelo serviço publico: estabilidade, décimo terceiro, férias, etc. Os médicos têm preferido trabalhar por produção, ligando-se a uma cooperativa, a virar servidor público. A vantagem é receber mais, a desvantagem é não ter segurança.

Por outro lado, o poder público também tem suas vantagens na relação com as cooperativas. Sempre no limite prudencial, sempre às voltas com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o gestor potiguar consegue contratar pessoal sem superar o gasto máximo com o funcionalismo. É um artifício que não deixa de significar uma burla, um drible, às limitações da burocracia. Por outro lado, na maioria das vezes o gestor acaba se colocando numa posição de dependência: sem o contrato com as cooperativas, boa parte dos serviços não funciona. 

Sem médicos, unidades de saúde fecharam as portas

O colapso das unidades municipais de saúde, verificado neste mês, demonstra, para alguns especialistas, uma "dependência" do setor público em relação aos contratos terceirizados, principalmente com as cooperativas. Em um único mês, o Município de Natal ficou sem cirurgias eletivas e sem atendimento em praticamente todas as unidades de saúde. O motivo foi a falta de pagamento no contrato com as cooperativas.


Alex Fernandes
Unidades de saúde chegaram a parar completamente com a paralisação dos serviços das cooperativas

Como praticamente todos os serviços de saúde da capital tem participação do Município, o atendimento na capital - relativo a serviços ofertados pela Prefeitura - parou. E não havia tempo hábil para formatar alternativas. Na opinião do secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, casos como este demonstram uma "dependência". "Você fica na mão deles. Você vê agora, no caso da prefeitura, que foi preciso fechar as portas. Instalou-se o caos, com o Walfredo Gurgel superlotado, o Santa Catarina também. Mas não tínhamos alternativa", disse.

A saúde privada deveria servir como um complemento. Em boa parte dos casos, não é isso o que acontece e a saúde pública depende em grande parte dos contratos privados. "Somos nós que recebemos a demanda do poder público, que cada vez mais precisa contratar esses serviços. E nós o fornecemos com qualidade e de forma profissional. O único problema que existe hoje nessa relação são os atrasos de pagamento, que são contínuos", explica o presidente da Coopmed Fernando Pinto. Frederich Marcques, presidente da Coopanest, percebe algo semelhante. "A intenção principal era negociar com os planos de saúde, mas surgiu a demanda do setor público e nós atendemos", encerra.

Conselho de Saúde é contrário à terceirização

O Conselho Estadual de Saúde, não é de hoje, é contrário à contratação de cooperativas médicas no Sistema Único de Saúde. Os conselheiros acreditam que o SUS só pode ser viável a partir da existência do funcionário público de carreira atuando na linha de frente dos serviços de saúde. "Nós vemos com preocupação o avanço dos contratos terceirizados. São mais caros e por isso podem inviabilizar o sistema. Existe uma disparidade no valor dos serviços médicos e das demais atividades, como a enfermagem, a farmácia, etc", diz a presidente do Conselho Estadual de Saúde, Francinete Melo.

Dentro do contexto de aumento da participação de entidades privadas na linha de frente do SUS, o Conselho identifica a atuação de organizações sociais como um novo e - preocupante - passo. De acordo com Francinete, as OS´s são a nova forma de terceirizar, a solução que está "na moda" entre gestores de vários lugares do país, incluindo Natal. "Podemos dizer que a contratação de organizações sociais é um novo passo, uma nova maneira e estamos preocupados com isso, até porque, nesse caso, das OS´s, existem casos graves de corrupção", aponta a presidente do Conselho.

A presidente do Conselho Estadual de Saúde se refere à Operação Assepsia, deflagrada pelo Ministério Público Estadual há dois meses e que investiga a contratação de organizações sociais pela Prefeitura de Natal. No caso, há a acusação de fraude em licitações, peculato e investiga-se várias outras supostas irregularidades. "O Conselho sempre se posicionou de forma contrária, tanto em Natal quanto em Mossoró, por entender que terceirizar a gestão é perigoso. No caso das OS´s, terceiriza-se a mão de obra, a compra de materiais e a própria gestão. A única coisa pública é o recurso utilizado", encerra Francinete Melo.

Cooperativas foram criadas para atuar junto aos planos de saúde

As cooperativas médicas foram criadas inicialmente para atuar junto aos planos de saúde. A ideia original era conseguir maior poder de barganha junto aos convênios na hora de negociar honorários médicos nas mais variadas especialidades. Em bloco, os profissionais passaram a conseguir  aumentar o preço do próprio trabalho quando prestam serviços a convênios. Fórmula que deu certo, as cooperativas, por uma série de fatores, passaram a ser contratadas também pelos serviços públicos de saúde.

Alex FernandesSomos nós que recebemos a demanda do poder público, que cada vez mais precisa contratar esses serviços - Fernando Pinto - presidente da CoopmedSomos nós que recebemos a demanda do poder público, que cada vez mais precisa contratar esses serviços - Fernando Pinto - presidente da Coopmed

Segundo dados da Organização de Cooperativas Brasileira, hoje existem 846 cooperativas em todo  o país, com mais de 200 mil associados e gerando mais de 60 mil empregos diretos. A abrangência se estende a praticamente todos os estados da federação e a quase todas as especialidades da medicina. O crescimento do número de cooperativas médicas foi iniciado na década de 90.

No Rio Grande do Norte, a primeira cooperativa médica a ser formada foi a de anestesiologistas. O modo não difere do que aconteceu em outros locais do país: os anestesistas se reuniram para ter mais força na hora de negociar com planos de saúde. 

Com o tempo, houve a demanda por contratos com o serviço público. Hoje, segundo o presidente da Cooperativa de Anestesiologistas, Frederich Marcques  os contratos com o setor público significam cerca de 30% do faturamento da cooperativa.


O exemplo da Coopanest foi seguido pelas demais especialidades no Rio Grande do Norte. Em 2003, foi criada a Cooperativa dos Médicos (Coopmed). A entidade passou a ter maior peso a partir de 2006, quando uma recomendação do SUS indicava a possibilidade de extinguir o vínculo direto com os médicos que atuavam em hospitais conveniados. Exemplo: a Secretaria de Saúde contratava um determinado hospital privado e ao mesmo tempo os médicos que trabalhariam no espaço contratado; a recomendação era para que o próprio hospital fizesse a contratação, extinguindo o vínculo profissional x SUS.
Júnior SantosA intenção principal era negociar com os planos de saúde, mas surgiu a demanda do setor público e nós atendemos - Frederich Marcques - presidente da CoopanestA intenção principal era negociar com os planos de saúde, mas surgiu a demanda do setor público e nós atendemos - Frederich Marcques - presidente da Coopanest

Ao entender que não era um sistema justo, os médicos passaram a ser contratados por cooperativa. Posteriormente, a ideia se expandiu e já existem cooperativas de enfermagem e auxiliares.

Bate-Papo - Isaú Gerino - secretário estadual de Saúde

Qual o papel das cooperativas e terceirizações na saúde pública?
É uma maneira de colocar o serviço em funcionamento quando o Estado está preso, sem poder contratar por concurso para atender a população. O Estado fica preso no limite prudencial, da lei de responsabilidade. E a lei permite fazer essa contratação. Mas em alguns casos, de algumas especialidades, nem que o Estado faça o concurso é possível preencher.

Como assim?
Porque não há material humano para preencher o concurso. Pediatria, por exemplo. Ou então neurocirurgia. Há uma carência de profissionais no mercado nessas especialidades e em outras. Neonatologias também. Contratar as cooperativas é um caminho.

Existe alguma desvantagem nessa relação?
Você fica na mão deles. Você vê agora, no caso da prefeitura, que foi preciso fechar as portes. Instalou-se o caos, com o Walfredo Gurgel superlotado, o Santa Catarina também. Mas não tínhamos alternativa.

Há também uma questão salarial?
É, o salário no poder público é abaixo do que é pago no mercado. Existe essa deficiência.

No fim das contas, é mais vantajoso contratar por terceirização?
Têm pontos vantajosos e desvantajosos. Você pode fazer o atendimento à população. Essa é a grande vantagem.




Portal MGR, 23 de Setembro de 2012
Por: Gilberto Silva - Informações: Tribuna do Norte.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Greve da UERN pode terminar nesta Sexta.

Aduern
A reunião dos segmentos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) com o Governo do Estado, representado pelo secretário da Administração e Recursos Humanos, Álber Nóbrega, realizada na manhã desta quinta-feira (28), foi considerada produtiva pelo o presidente da Aduern, professor Flaubert Torquato. Na ocasião, foi construída uma proposta para os servidores da Universidade.

A proposta apresentada consiste no reajuste salarial de 8,5% em 2012, 9% em 2013 e 10% em 2014 para os professores e servidores técnico-administrativos da Uern. "A reunião foi produtiva, já que conseguimos avançar em alguns pontos. O governo se comprometeu em redigir a proposta e enviar formalmente às categorias até às 9h de amanhã, horário anterior ao que a categoria docente irá se reunir e avaliar a proposição", explica o professor Flaubert Torquato.

Ainda segundo o presidente Aduern, o Governo assegurou que irá enviar o projeto de lei, caso a proposta seja aceita pelas categorias, para a Assembleia Legislativa, que deverá ser convocada em caráter extraordinário, já que o recesso foi iniciado na casa. 

De acordo com Flaubert, o governo se comprometeu ainda a não condicionar os reajustes citados a nenhum mecanismo fiscal, o que garantirá o cumprimento efetivo do acordo.

A categoria docente irá se reunir em Assembleia Geral Extraordinária nesta sexta-feira (29), para avaliar a proposta do Governo do Estado. A Assembleia será realizada na sede da Aduern em Mossoró, às 10h.
 
 
Portal MGR, 29 de Junho de 2012
Por: Gilberto Silva. Informações: Aduern.
Via: Política Pauferrense.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RN é primeiro lugar no Nordeste em vacinação contra a pólio

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite teve início no último sábado (16) e prossegue até o dia 06 de julho. Somente no Dia D de Mobilização da Campanha o Rio Grande do Norte já conseguiu vacinar 141.953 crianças, o que representa 58,86% da sua população-alvo, e coloca o estado em primeiro lugar do Nordeste em cobertura vacinal.

Os estados de Alagoas e Sergipe estão em segundo e terceiro lugar do Nordeste em cobertura vacinal contra a pólio, com porcentagens de 56,63% e 53,14%, respectivamente.

A meta do Rio Grande do Norte para este ano é vacinar 95% da população na faixa etária de 0 a 4 anos, o que representa 241.417 crianças.

A vacinação é indiscriminada, ou seja, todas as crianças com idade entre zero a 4 anos 11 meses e 29 dias deverão ser vacinadas com a vacina oral contra a poliomielite, independente de tê-la recebido anteriormente.

A campanha de vacinação contra a poliomielite segue até 06 de julho em mais de 900 postos de vacinação fixos em todo o estado. Os pais devem procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa, levando a carteira de vacinação da criança.



Portal MGR, 20 de Junho de 2012
Por: Gilberto Silva. Informações: Na Hora RN
Via: Portal AFolha

terça-feira, 15 de maio de 2012

Governadora só negocia com professores da UERN com fim da greve

Site Alto Oeste News
A governadora Rosalba Ciarlini fez novo apelo aos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) para que eles voltem às salas de aula. A convocação foi feita em Assu, nesta sexta-feira, 11, na solenidade de inauguração do conjunto habitacional Irmã Lindalva, diante de um pequeno grupo de alunos que pedia o fim da greve.

"Eu também quero o fim da greve", concordou a Governadora, lembrando que as negociações foram interrompidas antes mesmo do Governo ter tempo para honrar o compromisso de encaminhar Projeto de Lei à Assembleia Legislativa determinando o aumento dos servidores, como havia sido acertado com o reitor Milton Marques e representantes dos segmentos universitários (professores, funcionários e estudantes), numa audiência em seu gabinete. "O Governo já havia se comprometido a reajustar os salários", ressaltou, insistindo que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impõe limites.

Rosalba disse esperar que os estudantes possam convencer os professores a suspenderem a paralisação. "Precisamos, juntos, encontramos os meios legais", declarou, avisando que o fim da greve é a única condição para que as negociações possam ser retomadas. Condição aliás, que havia sido revelada na nota que o governo divulgou nos jornais e rádios, no fim de semana passado.

Segundo a Governadora, os prejuízos com a greve são expressivos. "A Uern custa meio milhão, por dia, e quase R$ 15 milhões, por mês. Não é justo que o professor ganhe o salário sem trabalhar e o aluno não tenha aula. Isso eu não vou aceitar", avisou.

Antes da Governadora terminar o discurso, os quatro manifestantes guardaram os apitos, baixaram os cartazes e se retiraram em silêncio. A multidão ouviu as explicações da Governadora sobre os entendimentos que haviam sido iniciados com a Universidade, atentamente. Depois, aplaudiu a Governadora que encerrou sua fala dizendo que os tempos no RN são outros com relação à aplicação do dinheiro público. "Esse é um governo sério. Essas mãos começaram limpas e vão terminar limpas", completou, considerando a probidade administrativa a maior marca de seu governo.


Portal MGR, 15 de Maio de 2012
Por: Gilberto Silva. Informações: Site Alto Oeste News
Via: Portal AFolha.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Camisinhas femininas deverão ser distribuídas pelo SUS a partir deste mês

Imagem do Google
A partir da segunda quinzena de maio, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá começar a distribuir preservativos femininos. O primeiro lote das camisinhas importadas está agendado para chegar na próxima sexta-feira (4). O governo federal gastou R$ 27, 3 milhões para a compra das unidades – cada uma custou R$ 1,36.
 
Ao longo do ano, devem ser distribuídos 20 milhões de preservativos, divididos em cinco lotes, informou o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissível, Aids e Hepatites Virais, vinculado ao Ministério da Saúde. Todas as camisinhas femininas são feitos de borracha nitrílica – material antialérgico, macio e mais fino do que o látex usado na versão masculina.
 
 
Portal MGR, 01 de Maio de 2012
Por: Gilberto Silva. Informações: Robson Pires/Frutuso Gomes news
Via: Blog Ermeson Silva 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Prefeitura de Mossoró cancela concurso

A Prefeitura de Mossoró decidiu cancelar o concurso público que seria realizado no próximo domingo (22) para a seleção de pessoal nas carreiras de procurador, agente fiscal, entre outros. A compreensão da administração do município é que em razão da ação judicial movida pelo Ministério Público contra o certame e em razão do enfoque negativo que a imprensa deu ao concurso, não há um clima de segurança e tranquilidade para a aplicação das provas. De acordo com o Procurador Geral do Município, Olavo Hamilton, não existe qualquer irregularidade na forma como o município conduziu o processo licitatório que resultou na contratação da empresa para a prestação do serviço.

“Pelo valor licitado para o serviço, a Prefeitura poderia ter optado até mesmo pela dispensa de licitação ou pela carta convite, que são modalidades de licitação mais simples e amparadas pela lei, mas o município preferiu optar pelo pregão que é mais rígido e que dá maior segurança na contratação”, explicou Olavo Hamilton. Ele assegurou que não existe nenhuma anormalidade na forma de contratação de empresas sob a modalidade de pregão, inclusive outros concursos públicos do município tiveram este modelo aplicado e tudo ocorreu dentro da normalidade e não houve nenhum questionamento judicial quanto ao procedimento.


O procurador do Município entende que a prefeita Fafá Rosado fez a opção certa pelo cancelamento, demonstrando bom senso e preservando os interesses dos candidatos, em virtude do clima criado em torno do assunto, e que fatalmente resultaria em questionamentos posteriores que poderiam afetar a credibilidade do processo. Com relação aos candidatos que haviam feito a inscrição, o município fará o ressarcimento dos valores pagos de forma imediata. Sobre a possibilidade de um novo concurso ainda este ano, Olavo Hamilton explicou que não será mais possível, porque não há tempo hábil de realizar todas as etapas até a data limite imposta pela legislação eleitoral que seria até junho próximo.


Portal MGR, 19 de Abril de 2012
Por: Gilberto Silva - Informações: Alto Oeste Vip

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amarelinho, uma profissão de risco

Ninguém gosta de ser fiscalizado. Esta é uma frase comum a todos os agentes de trânsito entrevistados nesta reportagem, profissionais que trabalham vestidos de amarelo nas ruas e que têm a atribuição de educar, orientar e autuar os motoristas. Eles são os populares 'amarelinhos', nome improvisado para se referir aos 85 agentes de trânsito que trabalham atualmente em Natal. Definitivamente não é fácil ser um amarelinho. Não bastasse trabalhar numa capital que faz sol a maior parte dos 365 dias do ano, o calor se soma à quantidade de infrações cometidas nas vias por causa do aumento da frota de veículos na capital. A título de comparação, em dezembro de 2006, a capital tinha uma frota de 256.004 veículos. Hoje já são 331.772 carros. Um aumento de 29,59%. Grosso modo, a média é de um agente para cada 3.903 veículos, isso sem contar que eles trabalham por escala, e sem colocar na conta a frota circulante de cidades vizinhas e do interior do Estado.

Mas é no quesito segurança que os 'amarelinhos' mais se sentem exercendo uma profissão de risco. Frequentemente eles recebem ameaças e são xingados. No ano passado um agente de trânsito de Parnamirim foi morto em serviço, e em Natal um deles relatou à reportagem como sofreu um atentado após uma infração de trânsito. Um policial militar não gostou de ser abordado e atirou no agente de trânsito que efetuou a autuação. Dentro da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob, antiga STTU), que lida com o trânsito de Natal desde a municipalização em 2009, há quem defenda até mesmo o porte de arma pelos agentes de trânsito, ou mesmo colete à prova de balas. "Nosso serviço não consiste apenas em autuar. Nós também orientamos os motoristas, alertamos sobre as boas práticas na direção", afirma o agente de trânsito Eduardo Santos Correia.

Eduardo é um dos 30 agentes que trabalham em um dos três turnos de trabalho em Natal. Eles atuam em todas as vias da capital que são de competência, jurisdição do município. Já em avenidas como a Roberto Freire, Via Costeira e João Medeiros Filho, a competência é do Governo do Estado, por meio da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE). Por serem policiais, além de agentes de trânsito, estes sim podem portar armas, e se defender melhor das ameaças dos motoristas infratores que insistem em não querer que lhe apliquem multas. No caso dos 'amarelinhos', eles agem sobremaneira no fechamento de canteiros, veículos sobre calçadas, impedindo o livre-fluxo de pedestres ou parados em placas onde há sinalização 'proibido estacionar'.

Normalmente os motoristas não gostam de ser autuados. "As ameaças são muito comuns, inclusive fazemos muitos registros de Boletins de Ocorrência na delegacia. O problema está na formação dos condutores. Eles não são mal-educados, e sim mal preparados. Tudo começa nas autoescolas", destacou o agente Eduardo Correia. Ele acha que, ao invés de 85, o número ideal de agentes para cobrir de forma plena toda a capital, seria de 200. Melhoraria, por exemplo, o trabalho dos 'amarelinhos' na Zona Norte da capital, que dispõe de apenas uma das dez viaturas que circulam nas ruas, problema minimizado por causa dos 23 agentes que trabalham em motocicletas por todo o município.

O diretor de fiscalização de trânsito da Semob, Kennedy Diniz, também concorda que o ideal seriam 200 agentes, e que atualmente oito profissionais do trânsito estão afastados de suas funções por problemas psiquiátricos e de saúde, oriundos do estresse diário e das ameaças. "Numa profissão em que se trabalha com notificações, tem gente que é muito agressiva com nossos profissionais. Recentemente um flanelinha ameaçou uma de nossas agentes, e foi detido pela polícia, que passava pelo local. Nós ouvimos pelo rádio que ela estava sendo ameaçada", contou. "A gente lamenta a existência de condutores que, sem a presença do agente de trânsito, cometem descaradamente a infração. Ao perceber que não há nenhum agente ali, fazem manobras proibidas. Isso deveria mudar. Por mais que façamos campanhas educativas, se mantém como um problema".

Porte de arma

Kennedy Diniz, diretor de fiscalização de trânsito, não chega a ser um defensor do porte de armas, mas salienta que ao menos um colete à prova de balas os agentes deveriam usar. "Às vezes uma pessoa pode apontar uma arma ao agente e atirar, querendo ou não. Com o colete evitaríamos sequelas graves ou mesmo a perda da vida". Já os agentes têm opiniões divergentes. "Iria proteger nosso trabalho. As pessoas pensariam duas vezes antes de fazer ameaças e intimidação. Temos que ter muito jogo de cintura para lidar com esse tipo de problema", colocou um agente que preferiu não se identificar. "Eu concordo. Só que ainda mais viável seria mais conscientização dos condutores", opina o agente Eduardo Correia. Já o agente Francisco Barbosa de Lima, discorda. "Nem todo agente tem condições, até mesmo psicológicas de usar uma arma".

Uma manhã na rotina dos amarelinhos

Para tentar descobrir como é o dia a dia do agente de trânsito, O Poti/Diário de Natal acompanhou parte do turno de uma dupla de agentes nas ruas da capital potiguar. Os agentes de trânsito Solano Lopes, há 12 anos na profissão, e Francisco Barbosa de Lima, funcionário municipal há 32 e há mais de uma década atuando no trânsito. Eles permitiram à reportagem observar como é seu trabalho. A dupla atua junta há dois meses no corredor compreendido entre as avenidas Rodrigues Alves, Campos Sales, Afonso Pena e Romualdo Galvão (Via Livre). Tirol, Petrópolis e a Praça das Flores também são áreas cobertas pelos dois agentes todos os dias de manhã, além de áreas onde há ocorrências esporádicas, informadas via rádio por outros agentes.

Foi o caso das autuações registradas pelo DN na manhã de quarta-feira, 11 de abril. Os agentes chegam às 6h30 na Secretaria de Mobilidade, que fica no bairro da Ribeira. De lá retiram o que é necessário ao trabalho: a viatura com rádio fixo, um rádio portátil (chamado HT), cinco cones (para as possíveis intervenções) e dois talões de multas. Em seguida eles seguem para seu itinerário usual, começando pela Rodrigues Alves. "Nosso trabalho é árduo porque presenciamos as ocorrências e registramos os autos de infração. Óbvio que todo mundo reclama ao receber uma multa, ficam inventando desculpas, dizendo que não são daqui, que vão parar ali só por um minutinho. Enfim, as desculpas são as mesmas", destacou Solano.

"Conhecemos agentes que entraram em luta corporal, pessoas que usam o capacete para nos bater, que insultam com palavras de baixo calão. Nós não trabalhamos armados. Nossa arma é a caneta, o talão e a proteção de Deus. Durante todo esse tempo que trabalho em campo, eu já sofri ameaças, mas nunca foi nada grave, graças a Deus. Só que as ameaças machucam. As pessoas não entendem que estamos apenas trabalhando", afirmou o agente de trânsito Solano. "Eu já recebi ameaças de alguns condutores que ficaram furiosos com a autuação. A mim já ameaçaram até mesmo forjar flagrantes, dizendo que colocariam armas no meu bolso", completou o agente Francisco Barbosa de Lima.

As ocorrências mais comuns naquela manhã foram uso de celular ao volante, avanço de semáforo e não-uso do cinto de segurança. Por volta das 11h, os agentes receberam um pedido no rádio para observar dezenas de carros estacionados no canteiro central da Avenida Nascimento de Castro, em frente à sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). No local, os agentes perceberam que o espaço entre os carros dava pouco espaço para, por exemplo, o tráfego de ônibus, o que acabava emperrando o trânsito. "Todo dia é uma reclamação só dos motoristas. As pessoas param muito os carros nesse canteiro. Os servidores sabem que é errado, eles não param, mas os visitantes desrespeitam", afirmou o porteiro do Idema, Leonardo Medeiros.

Corre-corre

Quando os amarelinhos chegaram para fazer as autuações em frente ao Idema, era um corre-corre para lá e para cá. "Peraí, moço, estou saindo!", gritava um. "É rapidinho", alegava outro. "Achava que no meio fio só era proibido em vias de maior movimento", afirmou uma mulher. Um homem apoiou a iniciativa: "Deviam vir todo dia. Todo dia estacionam ai". Já outros só observavam a cena, com reprovação pela atuação dos 'amarelinhos': "Deviam vir colocar faixas de pedestres ao invés de aplicar multas aqui", protestou uma senhora. "Eles são muito mal-educados. Nem olham pra gente", vociferou outra mulher. Até a prefeita da capital, Micarla de Sousa, levou a culpa nas autuações feitas pelos agentes de trânsito. Ao todo, os agentes preferiram usar o bom-senso. Para os motoristas que chegavam a tempo de retirar o veículo, a autuação não foi feita. Os quatro que ficaram parados foram notificados.

O estagiário do Departamento de Petróleo do Idema, Magnos Diniz, recebeu sua primeira autuação desde que começou a dirigir, há dois anos. "Não sabia que aqui passava ônibus, nem considero essa rua de grande movimento. Só achava que era proibido estacionar no canteiro central apenas nas grandes vias. Eu pedi para o agente colocar meu nome e minha Carteira de Habilitação na autuação porque vi na lei de trânsito que, em caso de primeira multa, se for leve ou média tenho como recorrer", disse ele, ao receber o auto de infração.

Depois de todas as ocorrências daquela manhã, os agentes Solano Lopes e Francisco Barbosa continuaram a ronda, e se dirigiram à Semob já por volta das 12h30, quando largam o serviço. Com os talões, eles se encaminharam ao Setor de Processamento de Autos, onde as multas são colocadas em um sistema, gerando inclusive uma cópia do auto de infração. Depois as multas vão ao Setor de Processamento de Dados e ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que em média 30 dias notifica o condutor sobre aquela autuação. Caso não haja contestações, em 48 horas o motorista receberá, em casa, a penalidade, a multa propriamente dita. É o final do ciclo de uma manhã de trabalho que terminará no bolso dos motoristas.


Atentado à vida

O agente de trânsito Geraldo Marcelino sofreu um atentado no local de trabalho em 2006. Ao autuar um condutor que vinha no contrafluxo da Avenida Mário Negócio, o contraventor atirou nele. Era um policial militar, que estava à paisana no momento da ocorrência. "Fiz a abordagem ali próximo ao Bar do Botafogo, nas Quintas. Pedi o documento, ele disse que não dava, e que não iria retirar o capacete. Quando estava anotando a placa ele foi num local próximo, e voltou. Já sacou a arma atirando. O tiro bateu na minha perna esquerda", narrou.

A sorte de Geraldo foi que, com a ação, houve tumulto, o que chamou a atenção de uma viatura próxima. Os policiais vieram e o infrator, que também se identificou como policial militar, disse que entregava a arma ao sargento. Depois dessa ocorrência, o policial que atirou em Geraldo foi expulso da corporação. Ele já respondia em outros três processos disciplinares. "Fui internado, fiquei afastado 20 dias, mas voltei para as ruas. Hoje continuo meu trabalho normalmente, só que sei que ninguém gosta de ser fiscalizado. Dói no bolso, né?", questionou.

Outro caso extremo de violência com este tipo de profissional aconteceu com o agente de Parnamirim Kleidnes Varela,  43 anos. Ele foi morto em serviço em Nova Parnamirim, entre a avenida Abel Cabral e a Deodato José dos Reis, em 27 de maio do ano passado. O crime aconteceu por volta das 16h30. Kleidnes foi atingido por três tiros na cabeça e morreu no local. Três homens em um carro Celta chegaram ao local e, segundo testemunhas, ao se aproximar do agente teria dito: 'Nunca mais!'. Kleidnes era casado e tinha duas filhas. Nunca mais vai poder vê-las. 


Portal MGR, 16 de Abril de 2012
Por: Gilberto Silva - Informações: DN Online.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Obras da adutora serão retomadas em maio

Baraúna - A governadora Rosalba Ciarlini, do DEM, disse que no próximo mês de maio começam as obras de instalação da Adutora Santa Cruz Mossoró e recomeçam as obras de conclusão do Sistema Adutor do Alto Oeste. As palavras da governadora foram durante a assinatura da Ordem de serviço para fazer o contorno da cidade de Baraúna, para permitir a escoação do cimento e da cal que é produzido no município pelo Grupo Votorantim (MIZU).

Sobre a Adutora Santa Cruz Mossoró, que vai injetar água no sistema de distribuição de água de Mossoró, a assessoria do Governo do Estado disse que já está com os recursos assegurados na ordem de R$ 119 milhões. Este investimento, além de regularizar o abastecimento de Mossoró, vai reduzir o nível de calcário na água subterrânea que já tem no sistema. Esta água está entupindo os tubos e com esta injeção, vai reduzir os entupimentos.

Além de ampliar em 35% o abastecimento de Mossoró, a Adutora Santa Cruz Mossoró vai abastecer dezenas de comunidades rurais e as cidades de Felipe Guerra e Governador Dix-sept Rosado. Já com relação ao Sistema Adutor do Alto Oeste, o investimento inicial previsto era de R$ 136 milhões, recursos que já foram gastos pelo governo Wilma de Faria/Iberê Ferreira, sem que o sistema adutor, que é dividido em duas partes, seja colocado em funcionamento.

O sistema adutor prevê captação de água em Apodi, na barragem de Santa Cruz, e na Barragem de Pau dos Ferros. Parte das duas estruturas já está pronta. Prevê abastecimento de 26 cidades e 62 comunidades rurais. Ontem, a governadora Rosalba Ciarlini disse que será necessário um grande investimento, mas disse também que já está tudo planejado, com recursos assegurados. Vai recomeçar as obras no mês de maio. Anunciou a retomada da obra do sistema adutor do Alto Oeste e o início da Adutora Santa Cruz Mossoró, citando diretamente os nomes dos prefeitos Bras Costa, de Felipe Guerra, e Lanice Ferreira, de Governador Dix-sept Rosado.

As duas adutoras, começando a funcionar, vão beneficiar mais de 600 mil habitantes, a partir do bombeamento de água das barragens de Santa Cruz e de Pau dos Ferros. Atualmente cidades como Antônio Martins e Luis Gomes, enfrentam sérias dificuldades de abastecimento, devido ao atraso nas obras. Luis Gomes, por exemplo, está sem receber água nas torneiras há mais de 160 dias. A cidade, de 10 mil habitantes, está sendo abastecida com carro-pipa.

LEMBRANDO
Havia uma esperança das obras do Sistema Adutor do Alto Oeste serem recomeçadas em março, conforme declaração do secretário Gilberto Jales, de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), o que não aconteceu. Este mês de abril, também não vai dá certo. As expectativas agora giram em torno do compromisso assumido ontem(03/04) pela governadora Rosalba Ciarlini para recomeçar o Sistema Adutor e a Adutora Santa Cruz Mossoró em maio.


Portal MGR, 06 de Abril de 2012
Por: Gilberto Silva. Informações: Portal da Serra de Luis Gomes.
Via: Portal AFolha.com.

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