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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Operação prende 22 por contrabando e corrupção policial

PF faz ação no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia
 
Divulgação/Polícia Federal
A operação acontece há 14 meses e já apreendeu toneladas de produtos

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Ao menos 22 pessoas foram presas nesta quinta-feira (17), acusadas de participar de uma organização criminosa especializada em contrabando, principalmente de cigarros, além de corrupção policial, que agia na fronteira do país.

A operação Láparos, da Polícia Federal, visa desarticular a quadrilha cumprindo 150 mandados de busca e apreensão e 108 ordens de prisão preventiva, das quais 43 em desfavor de policiais. Os mandados são cumpridos em 38 cidades do Paraná, quatro de São Paulo, três de Mato Grosso do Sul, três de Minas Gerais, uma de Mato Grosso e uma de Rondônia.
Segundo a PF, entre os integrantes do grupo estão 13 policiais civis e 29 militares do Paraná e um da Polícia Rodoviária Federal, que receberiam vantagens econômicas para informar sobre as ações da PF contra o contrabando, garantindo ainda a livre circulação de veículos usados pela quadrilha para distribuir cigarros e agrotóxicos contrabandeados.
Todas as ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Guaira e em Umuarama. Segundo a PF, ao longo de 14 meses de investigações, foram presas em flagrante 202 pessoas e apreendidos mais de três milhões de pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai; 6,5 toneladas de agrotóxicos da mesma origem; 109 caminhões; 76 automóveis e 13 embarcações.

Cerca de 600 policiais federais trabalham na cumprimento das ordens judiciais da “Operação Láparos”. Segundo o Superintendente Regional da PF no Estado do Paraná, José Alberto Iegas, a ação tem foco no combate ao crime organizado e à sua capacidade de infiltração nos poderes públicos por meio da corrupção de seus agentes.
Segundo a PF, os policiais presos serão, após a formalização da detenção, entregues às suas corporações, que os custodiarão à disposição da Justiça Federal. Os demais presos serão recolhidos, em cada região, aos locais determinados pela autoridade, que indicará penitenciárias, cadeias ou delegacias para o cumprimento das prisões preventivas, também à disposição da Justiça Federal e Guaíra. 


Portal MGR, 17 de Novembro  de 2011
Por: Gilberto Silva. Informações: Portal R7.
Via: Blog RONDAMGR.

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