Em meio ao trânsito caótico que vem se formando na Grande Natal, os trens urbanos surgem como uma alternativa rápida e econômica de transporte coletivo. Apesar dos passageiros se depararem com locomotivas da década de 1950 e vagões que datam da década de 1970, a principal reclamação dos passageiros está relacionada ao conforto do transporte e aos horários das viagens que costumam atrasar. Para minimizar esses problemas, a superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Natal informou que aguarda a liberação de recursos do governo federal, para que seja iniciada o processo de modernização da linha ferroviária da cidade, que prevê a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Longe dos engarrafamentos e com uma tarifa menor que a do transporte coletivo rodoviário, o Sistema de Trens Urbanos de Natal (STU-NAT) atende cerca de 9 mil passageiros por dia. O valor da passagem, apenas 50 centavos, faz com que o transporte seja considerado democrático, favorecendo sua utilização por pessoas com baixo poder aquisitivo, uma vez que o mesmo percurso feito de ônibus pode variar entre R$ 2,80 e R$ 3,50. De acordo com a CBTU, caso fosse cobrado o valor real da passagem, sem os incentivos do Governo Federal, o valor passaria para R$ 5.
Apesar da passagem barata e da velocidade do transporte, os passageiros se deparam com a falta de conforto, provocado pelo calor existente nos vagões. O autônomo Alexandre Alves que reside no bairro Potengi, utiliza o transporte para trabalhar e acredita que se resolvessem o calor excessivo e ampliassem os horários do trem, o serviço seria melhor. Já o motorista Carlos Alberto da Silva, 54 anos, disse que em algumas situações, o trem atrasa devido a algumas locomotivas estarem quebradas. Apesar disso, ele diz que quando precisa ir ao centro da cidade, prefere deixar o carro em casa e ir de trem, uma vez que já foi assaltado quando estava no trânsito.
Há oito anos, a autônoma Cristina da Silvaescolheu o trem urbano para realizar suas atividades diárias. Ela explica que por se tratar de um transporte mais rápido e mais barato, costuma utilizá-lo principalmente para ir até o município de Parnamirim. Residente na Zona Norte de Natal, o trem possibilita que Cristina realize a integração das duas linhas (Norte e Sul) na central da Ribeira, por um valor simbólico. Se fosse utilizar o ônibus, a autônoma gastaria, por dia, R$ 10. "Apesar de ser um bom transporte, as máquinas são antigas e os horários das linhas não batem com o programado. Se corrigissem esses problemas, o transporte seria bem melhor", sugeriu Cristina.
Portal MGR, 13 de fevereiro de 2010
Por: Gilberto Silva - Informações: Diário de Natal.
Por: Gilberto Silva - Informações: Diário de Natal.






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