Você sabe reivindicar os seus direitos? Maria de Lourdes Ferreira Campos, 45, sabe. Ela comprou uma sandália por R$90. Alguns dias depois, a pedraria caiu. A técnica de enfermagem desceu do salto e foi até a loja para trocar a sandália. Só não esperava ouvir um não da vendedora. "Ela disse que a loja não trocava". Aborrecida, Maria de Lourdes voltou para casa. Onde já se viu, pagar por algo que não vai usar? Dias depois, procurou o Procon/RN. A audiência de conciliação foi na última quinta-feira. "Eu reivindico os meus direitos", afirma.
Segundo Sindec, RN não atingiu a marca de 10 mil atendimentos no ano, mas órgãos discordam do método de cálculo Foto: Daiane Nunes/DN/D.A Press |
O coordenador geral do Procon/RN e diretor da Associação Brasileira de Procons, Beto Madruga, nega que o número de atendimentos no RN seja baixo. Segundo ele, o número de reclamações fundamentadas (quando o consumidor dá entrada no processo) entre setembro de 2009 e agosto de 2010 (fechando um ano) chegou a 12 mil no estado.
Há uma razão para a diferença entre o número apontado pela pesquisa e o fornecido pelo Procon estadual, segundo o diretor de assessoria técnica do Procon municipal, Elias Silva. Nem todos os atendimentos são registrados no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor. "Nem toda reclamação gera processo e apenas os processos são inseridos no sistema", explica. Segundo Elias, 'Brasília' só conta os processos cadastrados no sistema. No Procon municipal, localizado na Central do Cidadão do Praia Shopping, o número de atendimentos registrados entre janeiro e outubro de 2010 chegou a 3.031. "Deste total, apenas 700 se transformaram em processos e foram cadastrados no sistema", exemplifica.
Segundo Beto Madruga, do total de problemas apresentados ao Procon estadual, 80% foram resolvidos. Ele afirma que a média do RN está acima da do Nordeste, que é de 76%, e da nacional, que é de 74%. Nas 15 unidades do Procon estadual no RN, o número de atendimentos diários chega a 350 e a de audiências diárias chega a 120. Beto nega que o estado esteja na lanterninha e diz que é preciso considerar o número de habitantes dos estados antes de colocá-los num ranking. Além disso, aponta a informatização do Procon/RN e a média de processos concluídos como diferencial do Rio Grande do Norte "O RN foi o 3º estado nordestino a integrar o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e o 12º do país. Isso quer dizer que somos um dos melhores do Brasil".
Queixas
No Procon/RN, as principais queixas são contra empresas de telefonia, sistema financeiro (bancos, instituições financeiras, cartão de crédito) e planos de saúde. No Procon municipal, as principais queixas são por produtos com defeito, telefonia (principalmente a móvel) e sistema financeiro (bancos, juros, cobranças indevidas, cartões de crédito) e planos de saúde. No âmbito nacional, a principal reclamação é contra o segmento financeiro (bancos, cartões de crédito, financeiras e consórcios). Depois vem a insatisfação com produtos em geral (carro, eletrodomésticos, entre outros) e em seguida, serviços considerados essenciais como telefonia, produção e distribuição de energia, abastecimento de água e tratamento de esgoto.
FONTE: ::DÁRIO DE NATAL::





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